Trânsito e Mobilidade Urbana são debatidos em Audiência Pública e vereadores lutam pela criação do Conselho Municipal de Trânsito

por Robson Luis Monteiro publicado 25/08/2017 15h50, última modificação 25/08/2017 16h57
Debate reuniu vereadores, autoridades municipais, especialistas da área e população para definir a criação do órgão em Pindamonhangaba
Trânsito e Mobilidade Urbana são debatidos em Audiência Pública e vereadores lutam pela criação do Conselho Municipal de Trânsito

Vereadores, autoridades e especialistas presentes à Audiencia Pública que debateu a criação do Conselho Municipal de Trânsito

A mobilidade urbana e o trânsito de Pindamonhangaba foram amplamente discutidos nesta quarta-feira, dia 23 de agosto, no plenário “Dr. Francisco Romano de Oliveira” durante a realização da Audiência Pública para “Criação do Conselho Municipal de Trânsito”. Autor do requerimento nº 2.402/2017, que convocou a Audiência Pública, o vice-presidente da Casa, vereador Osvaldo Macedo Negrão – Professor Osvaldo (PR) presidiu os trabalhos da noite, que duraram mais de 2 horas. A reunião contou com a presença e participação dos vereadores Carlos Moura – Magrão (Presidente do Legislativo/PR), Jorge Pereira Alves – Jorge da Farmácia (PR), Rafael Goffi Moreira (PSDB) e Roderley Miotto Rodrigues (PSDB). Entre as autoridades presentes, participaram da Audiência o Secretário de Obras e Serviços Públicos, Josué Bondioli Júnior; a Diretora de Trânsito de Pindamonhangaba, Luciana Viana; a Diretora do Departamento de Gestão Institucional, Thais Batista do Carmo; a Diretora do Departamento de Assistência Farmacêutica e Saúde Bucal, Mariana Prado Freire e o representante do Movimento “Voz do Trânsito”, psicólogo Juliel Modesto de Araújo.

Na abertura dos trabalhos, o vereador Professor Osvaldo saudou os presentes e disse que o Conselho Municipal de Trânsito tem como meta a garantia do acesso às informações e a participação popular no planejamento, operação e fiscalização do sistema de Transporte Público e Trânsito, promovendo a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território do município, contribuindo com a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar dos habitantes de nossa cidade. Ele frisou que a Audiência Pública foi promovida após ter sido procurado pelo psicólogo Juliel Araújo para iniciar as conversas sobre o Conselho Municipal de Trânsito. “Todo o mérito compete ao profissional Juliel Araujo, um dos profissionais mais comprometidos com essa questão”, afirmou o vereador.

Na sequência, o representante do Movimento “Voz do Trânsito”, Juliel Araújo agradeceu ao vereador e disse que “o movimento vem construindo coletivamente as soluções para o trânsito em nossa cidade e na região”.


Especialista em Psicologia do Trânsito e com curso de Aperfeiçoamento em Gestão e Direito de Trânsito, Juliel apresentou dados e números importantes sobre a questão do trânsito. “No Brasil, em 2011, foram 43.780 mortes no trânsito, gerando um custo total de R$ 46.370.220.000,00, configurando o curso aproximado de R$ 1.060.000,000 por morte”. Ele também apresentou os dados de Pindamonhangaba. Em 2011, segundo Juliel, foram 32 mortes com custo de cerca de R$ 33.893.000,00. Ele comparou as mortes no trânsito com os homicídios registrados em Pindamonhangaba e constatou que a cidade teve cerca de 50% a mais de óbitos no trânsito. “Pelos dados de 2011, era mais fácil você morrer no trânsito do que ser assassinado”, concluiu.

E Juliel Araújo finalizou: “Esses dados são relevantes socialmente falando e nos mostram o quanto é importante termos uma Legislação de Trânsito eficiente e, também, a importância da criação de um Conselho Municipal de Trânsito”.

O munícipe Jorge Gonçalves, morador do Residencial Pasin no Distrito de Moreira César, participou da Audiência Pública e questionou o trânsito de caminhões na SP – 62 (Rodovia Abel Fabrício Dias). Segundo ele, o maior problema é fuga do pedágio da Água Preta e isso acarreta uma série de problemas para a cidade. “É trânsito pesado, excesso de carga e isso acaba com o asfalto que nós pagamos através dos nossos impostos. É preciso prevenir e acabar com esse problema”, disse o morador.


Ao responder, o vereador Professor Osvaldo mencionou uma reunião feita com representantes do DER, da Prefeitura e da Polícia Rodoviária Estadual para solucionar o problema. Por sua vez, o Secretário Josué Bondioli afirmou que “já existe um projeto para regularização do pedágio. “Estaremos reunidos com o prefeito para apresentar um plano estratégico para o pedágio municipal. Vamos também colocar radares específicos para inibir o trânsito desses caminhões”, observou o secretário.

O vereador Roderley Miotto relatou que o problema do excesso de peso dos caminhões e carretas que transitam pelas ruas da nossa cidade “é grave”. “E isso se agrava ainda mais, já que não há fiscalização, uma vez que o município não pode atuar, pois a rodovia é estadual”, disse o parlamentar.

O Presidente da Casa, vereador Carlos Moura – Magrão explanou que “aguarda que a Secretaria de Obras e a Prefeitura possam solucionar esse problema do pedágio o mais rápido possível, pois o asfalto vem se deteriorando, em especial, em Moreira César”.


Por sua vez, o vereador Rafael Goffi parabenizou o colega, professor Osvaldo pela iniciativa de propor essa discussão da criação do Conselho Municipal de Trânsito. “Se tivermos um Conselho que possa discutir as questões apontadas aqui e até mesmo sobre o transporte clandestino seria fundamental para melhorar o trânsito e a segurança dos pedestres em nossa cidade”.

Goffi cobrou das autoridades, se a Prefeitura já tem algum estudo para criação do Conselho Municipal de Trânsito. Em resposta a Diretora de Trânsito, Luciana Viana afirmou que “já vinha estudando essa questão desde o início deste ano e a participação popular é muito importante para fundamentar a criação deste Conselho”.

Ao finalizar, o vereador Professor Osvaldo declarou que “o evento foi produtivo e já rendeu um pré-agendamento para uma nova Audiência Pública, que deve ser marcada em Moreira César, para facilitar a participação dos moradores”.